Por que é tão difícil gostar de Direito?
Publicado em 15 de agosto de 2007 na categoria dicas, direito, livros, opinião, programas, vídeos.
Eu não costumo postar textos que não são de minha autoria aqui no blog, mas esse é uma exceção. Trata-se de um artigo de George Marmelstein, Juiz Federal em Fortaleza, Professor de Direito Constitucional e recentemente blogueiro, escrito em meados de 2004, quando então resolveu lecionar em uma faculdade do Ceará. O texto é direcionado principalmente aqueles que estão iniciando o curso de Direito, mas é surpreendentemente atual e pode ser lido por qualquer um. Apesar de ser “um pouco grande” para os padrões aqui do blog, vale a pena ler. Além do que, ao contrário dos meus textos, é delicioso de ser lido. Quando você percebe, já acabou. Boa leitura!
Por que é tão difícil gostar do Direito? Conselhos para estudantes de direito com crise vocacional
“Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso – para viver um grande amor”.
Vinícius de Moraes
“Hoje é a semente do Amanhã.Não tenha medo que esse tempo vai passar.Não se desespere / Nem pare de sonhar.Nunca se entregue / Nasça sempre com as manhãs.Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar.Fé na vida / Fé no homem / Fé no que virá.Nós podemos tudo / Nós podemos mais.Vamos lá pra ver o que será”
Gonzaguinha, “Nunca Pare de Sonhar”
1. Ubi Societas, Ibi Jus
“Ubi societas, ib Jus”. Quase todos os livros de introdução ao estudo do direito começam com essa frase em latim que significa que “onde há sociedade, há o direito”. Para não ser diferente, resolvi começar este texto com a mesma frase, mas não para comentá-la e sim para criticar. Não será uma crítica sobre o conteúdo da afirmação, mas sobre a forma em que ela é apresentada. Por que em latim?
Já a primeira leitura de um estudante de direito recém-ingresso retrata que a profissão que ele escolheu é formalista, dando a impressão de que é preciso saber latim, ou fingir que sabe latim, para ser um bom profissional.
Depois do latim, começam a aparecer várias palavras estranhas que acompanharão o estudante por toda a sua vida acadêmica e profissional. Jurisprudência, legítima defesa putativa, exclusão de antijuridicidade, interdito proibitório, repetição de indébito… enfim, é uma salada de esquisitices que assustam num primeiro momento. E, para piorar, ainda ficam inventando sinônimos para palavras bem simples. Por exemplo, interpretação tem um monte de variantes: hermenêutica, ilação, exegese (esta aqui, cada um pronuncia de uma forma diferente). Constituição vira Carta Magna, Lex Fundamentalis. E assim fica aquela impressão de que é preciso falar e escrever difícil para ser um bom jurista.
Ao longo do curso, esse “esnobismo” vai se acentuando. As obras jurídicas ou mesmo as palestras de juristas parecem um verdadeiro concurso de demonstração de conhecimento de palavras complicadas. Então, conseguir ler um livro jurídico torna-se um tormento, até que chega o momento em que o estudante se acostuma com as palavras e dispensa o dicionário. A partir daí, esse estudante – que pode ser considerado, agora, um verdadeiro dicionário ambulante, cheio de “data vênia”, “a priori”, “ad causam”, “ex vi”, “outrossim”, “destarte” – continuará o legado de seus mestres, escrevendo e falando em linguagem empolada e orgulhosamente compreendida por apenas um círculo mínimo de pessoas, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É um círculo vicioso difícil de quebrar (mas não impossível!).
As frases em latim e as palavras difíceis podem ser consideradas o primeiro banho de água fria no estudante de Direito.
Muitos conseguem ultrapassar tranqüilamente a essa fase de crise vocacional, até porque já existe uma imagem popular que reforça essa necessidade de ser “orador” para ser um bom profissional jurídico. Outros, porém, já nessa fase, desistem, sem saber que existe muita coisa interessante no Direito em que não são necessários brocardos latinos ou verborragia sem sentido.
Como dica para conseguir ultrapassar a essa fase, recomendo que não dêem muita importância à linguagem jurídica logo no início do curso. Acredito que já está havendo muita melhora nos textos jurídicos (não sei se já me acostumei, mas o certo é que vejo muitos livros “fáceis” de ler) e, com um tempo, serão poucos os autores que continuarão fazendo citações em latim e escrevendo difícil.
2. Os Clássicos
Tão logo chegam à faculdade, os estudantes sentem uma saudável necessidade de ler os “clássicos”. Filósofos gregos, pensadores do renascimento e do iluminismo, cientistas políticos modernos, a toda hora querem se aproximar do estudante neófito.
Sempre há um ou outro estudante que carrega consigo um livro de bolso de um autor clássico e você imagina que se não ler vai ficar para trás.
O estudante, sentindo essa necessidade, pensa que será fácil “devorar” esses livros, já que, ao que parece, todos os grandes profissionais do Direito os leram. Porém, logo nas primeiras páginas, percebe que a leitura não será tão simples. “Até que as palavras são compreensíveis”, pensa o aluno, “mas o assunto é chato pra caramba”.
Esse é o segundo banho de água fria do estudante. Ele sente a necessidade de ler os clássicos, tenta ler esses livros, mas não consegue. Alguns até que conseguem, mas após um tremendo esforço.
Na sala de aula, os professores, acertadamente, reforçam a necessidade de ler esses livros. E aí, a crise vocacional surge novamente, já que se imagina que é preciso gostar dos clássicos para ser um bom profissional.
Pois bem. E o que fazer?
Eu seria um irresponsável se dissesse que não é importante ler os clássicos. A base do pensamento atual é toda encontrada nesses autores. Porém, deve-se reconhecer que alguns livros são mesmo difíceis de ler. Não é qualquer um que consegue ler, com gosto, uma obra de trezentas páginas de um filósofo grego, sobretudo nessas impressões mais econômicas com a letrinha miúda.
Por isso, não se desespere se você não gosta de ler os clássicos. Leia-os, mas não imagine que vá encontrar uma leitura tão emocionante quanto um livro de aventura.
Por sinal, há muitos “enlatados” americanos que são bons para o estudante começar a gostar das “tramas” (no sentido bom da palavra) do Direito. É lógico que esses livros não ensinam muita coisa útil, especialmente porque o direito americano é diferente do direito brasileiro. Mas só o fato de ler algum tema relacionado com o Direito já ajuda a desenvolver o gosto por essa matéria.
Outro livro bom para começar a gostar do Direito, que já se tornou o livro preferido dos professores de Introdução ao Estudo do Direito, é “O Caso dos Exploradores de Caverna”, de Lon Fuller. É um livrinho pequeno, fácil de ler e que tem tudo para empolgar o aluno.
Dica fundamental: para gostar do Direito é preciso gostar de ler. Se mesmo após ingressar na faculdade de Direito, você ainda não tomou gosto pela leitura, comece com livros fáceis de digerir, como os enlatados americanos antes citados. Pode ler também livros policiais (gosto muito, por exemplo, de Agatha Christie) ou até romances como “O Código da Vinci”, de Dan Brown. Enfim, qualquer leitura é válida. Depois de muitos livros, você perceberá que os clássicos não são tão chatos assim…
3. Excelentíssimo Doutor
O problema do Direito não está apenas nos livros e na linguagem dos profissionais. A forma de tratamento também é intimidadora. Há muita formalidade e frieza entre os profissionais.
Quem assiste pela primeira vez a uma palestra de algum jurista tradicional, ficará assustado com tantos “excelentíssimos” e certamente dormirá antes de o palestrante terminar os cumprimentos de praxe. Assista também a uma sessão de algum tribunal (pode ser até através da TV Justiça) que você tomará um susto com tanta lenga-lenga e pensará que a profissão jurídica é a mais tediosa do mundo.
Não é preciso se assustar com esse tipo de coisa. É natural que ainda existam juristas que valorizem esses protocolos formais, até porque é difícil mudar uma cultura tão antiga. Mas já existem bons palestrantes que estão sendo menos “chatos” e alguns juízes que estão dispensando tanta encenação.
Com relação aos juízes, o problema é um pouco mais sério. De tanto ser bajulado, o juiz acaba se acostumando com tratamentos pomposos e acha que todos devem tratá-los formalmente. Alguns consideram uma afronta serem chamados apenas de “senhor”, exigindo o tratamento “meritíssimo”, “doutor” ou “excelentíssimo”! Quem não se lembra do juiz que ingressou com uma ação judicial para obrigar o porteiro de seu prédio a chamá-lo de doutor? É de se lamentar que ainda existam mentalidades tão pequenas, como se a forma de tratamento fosse um grande sinal de respeito.
Existe, inclusive, uma anedota circulando no meio jurídico que conta que um advogado, cansado de tratar bem um juiz que demorava a julgar seu processo, ao invés de escrever na petição “Excelentíssimo Juiz” escreveu “Esse lentíssimo Juiz”…
Esses tratamentos pomposos, arcaicos, também me fazem lembrar uma fábula poética de La Fontaine:
Um burro carregado de relíquias
Julgava-se adorado.
Nesse pensar se repimpava
Recebendo como seus o incenso e as cantigas.
Alguém se apercebeu do erro, e disse-lhe:
‘Senhor Burro, suprimi do vosso espírito
Uma vaidade tão vã.
Não é a vós, mas sim ao ídolo
Que esta honra é prestada,
E a glória é devida’.
Num magistrado ignorante
É a toga que é saudada.
Pois bem. Como forma de consolo, informo que essa mentalidade também está sendo aos poucos modificada. E cabe a vocês, profissionais do futuro, lutar para que isso seja mesmo mudado.
É justamente por esses formalismos que o povo está cada vez mais se distanciando da Justiça. Os pobres, antes de baterem às portas do Judiciário, costumam fazer filas nas portas dos programas de televisão para tentarem resolver seus problemas. O Ratinho acaba tendo mais credibilidade entre o povão do que os próprios juízes. Será que não está na hora de ser mais moderno e passar a falar a linguagem do povo ou pelo menos uma linguagem mais simples?
4. Dinheiro, dinheiro, dinheiro
Infelizmente, muita gente ingressa no curso de Direito com o objetivo de ganhar dinheiro fácil. Imagina-se que basta ter um diploma e um anel no dedo para se tornar rico. Quem pensa assim será o último a conseguir ter sucesso na profissão, a não ser que já tenha um parente que lhe dê tudo de mão beijada, o que é raríssimo.
O segredo do sucesso no meio jurídico é o amor pelo Direito. Esse amor, algumas raras vezes, vem do berço, mas quase sempre é obtido apenas após muito tempo de estudo e de vivência prática. Há alguns que, desde criança, já sabem que vão ser juízes, advogados ou promotores; outros, somente descobrem sua vocação depois de vários anos de labuta.
O bom profissional do Direito deve, antes de mais nada, amar o Direito. E como diz o Poetinha Vinícius de Moraes, “para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso – para viver um grande amor”.
Não dá para amar sem conhecer. E só se conhece, depois de alguns anos de convivência. Gostar e, sobretudo, amar o Direito: na minha opinião, esse é o diferencial entre o bom e o mau profissional.
E não precisa se desesperar se você ainda não gosta do Direito. Esse gosto vem naturalmente, depois de muitos anos de decepções e alegrias. Se não vier, aí não tem jeito: você está na profissão errada.
Não se deve escolher o campo de atuação pelo dinheiro que você pode vir a ganhar. Houve um tempo em que quem estudava direito ambiental, por exemplo, era considerado idealista e estava fadado a morrer de fome. Hoje, o direito ambiental é um dos ramos mais promissores.
Há também aqueles que ingressam no curso de Direito por razões ideológicas: o eterno sonho da juventude de querer mudar o mundo e construir uma sociedade mais justa e melhor.
Depois de algum tempo, esses estudantes idealistas acabam se decepcionando, justamente porque o que predomina é a mentalidade da ganância e do dinheiro e acabam se afastando de seus ideais ou desistindo do curso, o que é uma grande pena, pois os idealistas são os mais importantes para o Direito. Para eles imploro que continuem com seus sonhos. Não apaguem nunca a chama da juventude. No Direito, há sim muito espaço para os sonhos. A própria Constituição Federal é um instrumento poderosíssimo para a construção de um Brasil mais justo e solidário. E podem ter certeza de que vocês não estão sós. Há muita gente que acredita no Direito como elemento de mudança social. Eu mesmo ainda guardo em meu coração uma forte chama de amor à Justiça Social e faço de minha profissão um meio de construir uma sociedade mais fraterna. Digo, com sinceridade, que isso não é conversa para boi dormir, mas é o que sinto e tento pôr em prática na minha missão como juiz e professor.
5. A infinita ignorância
A partir do segundo ano do curso de Direito, ou até um pouco antes, surge uma outra crise vocacional no estudante: a idéia de que não sabe nada.
Quando a pessoa pensa que não sabe de nada, sem ter estudado, significa que não se dedicou o suficiente e perdeu tempo com futilidades ao longo do curso. Se você está nessa situação, pode tomar dois caminhos: ou começa a estudar de verdade, para recuperar o tempo perdido, ou se acomoda com a situação, preferindo ser um profissional medíocre, sempre descontente com seu trabalho, já que você não aprendeu a gostar do Direito.
Quando falo que se deve estudar para recuperar o tempo perdido, não estou defendendo que se tranque em seu quarto e passe dez horas por dia lendo códigos, leis ou outras chatices. Pelo contrário. Não é preciso perder a melhor fase de sua vida trancado com livros cheios de traças. Continue namorando, bebendo, se divertindo, farreando, praticando esportes.
O importante é começar a adquirir uma disciplina para o estudo. Comece a ler as matérias de que você mais gosta. Tente firmar uma meta a longo prazo e crie um senso de auto-responsabilidade. Desenvolva técnicas de estudo que sejam eficientes para você. Comece a se interessar pelas discussões jurídicas. Isso não é difícil nem é enfadonho, pois há muito debate jurídico interessante. Pesquise e escreva os resultados de sua pesquisa. De preferência, publique o que você escreveu.
Se entre os dois caminhos acima indicados você optou pelo estudo e ainda assim, mesmo depois de muito estudar, você continua pensando que não sabe de nada, maravilha, bom sinal. Você está no caminho certo, pois esse é o segredo do estudo: quanto mais se aprende, menos se sabe. O conhecimento é sempre limitado, enquanto a ignorância é infinita.
6. Na prática, a teoria é outra
Muita gente pensa que não vale a pena estudar a teoria, pois, segundo o ditado popular, “na prática, a teoria é outra”. Dizem que acompanhar o dia a dia nos fóruns é mais importante do que ficar estudando em uma biblioteca.
Não há nada de mais equivocado nesse pensamento. Na verdade, a teoria é tão ou mais importante do que a prática. E, convenhamos, cada coisa em seu tempo…
O estudante, sobretudo aquele que está nos primeiros anos do curso, deve se preocupar em montar uma boa bagagem doutrinária. Somente depois, talvez no segundo ou terceiro ano, mesclando a prática com a teoria, deve partir para o conhecimento prático.
Não adianta pensar em estágio logo no primeiro ano, até porque o choque será tão grande que poderá se tornar traumático para o estudante. É que há muitos estágios que fazem do estudante um verdadeiro “escraviário” e não um estagiário.
É lógico que, nos primeiros estágios, o estudante será quase um “burro de cargas”, realizando tarefas medíocres e mecânicas e ganhando pouco ou nada por esse trabalho infame. Mas isso não precisa durar muito. Não fique muito tempo em estágios que não lhe proporcionem novos conhecimentos. Aliás, é até bom que você mude várias vezes de estágio, até encontrar um que realmente lhe faça crescer.
Quando você se sentir um profissional “genérico”, ou seja, que faz o mesmo trabalho de seu “orientador” por um preço bem mais baixo, é sinal que você está no caminho certo, pois pelo menos está fazendo um trabalho mais nobre. Nesse momento, você já pode caminhar com as próprias pernas e pensar em algo maior.
7. Escolhi direito ou escolhi errado?
Ao final deste texto, talvez você se sinta mais tranqüilo, mas ainda assim esteja em dúvida quanto à sua escolha. “Escolhi direito ou escolhi errado?”, você deve estar pensando em trocadilhos…
Como o curso de Direito se tornou “modismo”, é natural que muitos que ingressam nesse mundo não tenham mesmo vocação para qualquer profissão jurídica. E pode ter certeza: ao longo do curso, várias crises vocacionais lhe acompanharão. Tente apenas não se desesperar. Quase todos sentem a mesma coisa.
Finalmente, para concluir, sugiro que você não dê muita importância às minhas palavras, pois elas representam apenas uma das múltiplas formas de ver o Direito. E o estudante do Direito deve ter como lema não aceitar passivamente os argumentos que ouve ou que lê. A visão crítica é a principal característica de um profissional do Direito. Nunca se satisfaça com uma única maneira de ver qualquer questão. Construa sua própria capacidade de pensar e de tomar decisões. Faça você mesmo a sua história. Já dizia Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.
33 comentários
Má comentou em 15 de agosto de 2007, 10:35 AM:
Um belíssimo control c control v.
Descobri que estou no item 5: não sei nada. Fodinha, mas no final tudo dá certo. Tem que dar.
Carlão comentou em 15 de agosto de 2007, 04:25 PM:
Iraaaaado o artigo! Eu to na crise dos quinto-anistas (não sabemos nada e estamos com medo da OAB) huahauahuhau.
Abraço
Rafiuskys comentou em 15 de agosto de 2007, 05:29 PM:
“…não estou defendendo que se tranque em seu quarto e passe dez horas por dia lendo códigos, leis ou outras chatices. Pelo contrário.”
Esse cara merece o Grammy!!!
Fronga comentou em 15 de agosto de 2007, 07:45 PM:
que bom que eu não fiz direito =)
Van comentou em 16 de agosto de 2007, 09:03 PM:
Foooooorça amor! Tudo vai dar certo hehe!
Te amo
Fabio Albuquerque comentou em 20 de agosto de 2007, 11:59 AM:
Olha, eu acho realmente que cada um escreve o que quer, desde que não ofenda a ninguém evitando, desta forma, as medidas cabíveis e convenientes.
Entendo realmente que um exacerbo de pompas no tratamento com pessoas do meio jurídico, que ainda teremos que equacionar. Lembremos que o Brasil tem história democrática bem recente.
Contudo, observo, como estudioso do Direito, que os cursos são muito ruins, o tempo disprendido pelos graduandos é insulficiente, a bibliografia é fraca e pouco se investe em pesquisa e desenvolvimento de bons trabalhos.
Mas quero aqui deixar claro, só quem nunca passou pelo sistema carcerário do Brasileiro, como patrono, como servidor, como magistrado ou como interno é quem não dá o devido valor às carreiras jurídicas.
Um bom advogado, é salutar à sociedade para promoção da paz social, é tão imprescindível, que é o único profissional com artigo específico na Constituição.
Espero realmente que neste processo democrático, os cursos tenham maior valorização, que se aumente a cobrança e carga horária, para que a má impressão causada por alguns péssimos profissionais seja desfeita.
Fábio Max comentou em 24 de agosto de 2007, 09:02 PM:
Sou da opinião que as pessoas não precisam gostar de direito, aliás, devem ignorá-lo enquanto ciência, desde que entendam que são sujeitos de direitos e obrigações.
O grande problema é justamente esse, as pessoas, e não só no Brasil, bem dito, são pródigas em exigir direitos, mas falham quando encaram obrigações.
O direito para um leigo resume-se a simples bom senso…
Ana comentou em 28 de agosto de 2007, 05:39 PM:
Sabia que voce é o meu maior incentivador pra fazer Direito? Tá bom, eu sei que voce acha que eu vou ser melhor médica…mas eu to muito entusiasmada com Direito. E isso é culpa sua!
Beijão
Má comentou em 29 de agosto de 2007, 11:28 AM:
Ana, conversar 5 minutos com o Dan é mais do que o suficiente pra qualquer um querer fazer direito
O problema é que ele é um visionário otimista demais, esperançoso demais e acha que tudo no direito é lindo e maravilhoso, quando não é bem assim… todo caso, boa sorte pra vc!
kelly comentou em 7 de setembro de 2007, 02:34 AM:
eu estou em dúvida entre psicologia e direito, mas depois de ler isso decidi fazer direito
Anônimo comentou em 19 de setembro de 2007, 09:11 AM:
Eu sou estudante de Direito, comecei esse ano, e estou tremendamente desanimado com o curso, acho que não nasci pra isso. Devo desistir?
Kelly comentou em 19 de setembro de 2007, 03:49 PM:
Eu também estou muito decepcionada com o curso de direito, ainda mais com essa política maldita que assola nosso país. Agente aprende uma coisa na faculdade, acontece outra na vida real. Se é assim, pra que aprender então? Estou ainda no segundo ano, penso em desistir e fazer alguma coisa melhor, mas tenho medo de não passar no vestibular.
kelly comentou em 31 de outubro de 2007, 12:25 AM:
Nossa esse artigo é td que sempre procurei. O título (”Conselhos para estudantes de direito com crise vocacional”) é simplesmente perfeito.
Muito obrigada, e seu blog tb é mto bacana.
Até a próxima!
Blogs Jurídicos | Argumentandum comentou em 5 de janeiro de 2008, 12:52 PM:
[...] e de vez em quando publica no blog algumas de suas sentenças. Aliás, eu já até publiquei um texto dele aqui no Argumentandum. [...]
marcelo camargo comentou em 13 de janeiro de 2008, 12:24 AM:
adorei seu comentario,sou calouro,e sei que as pessoas que tentam fazer direito fazem por que o querem ,tenho 4l anos e penso em fazer direito desde os 15 ,so tive oportunidade agora ,faço por ser meu sonho com certeza darei o melhor de mim nestes cinco anos,pois tenho como me manter ou arranjarei outra coisa para me manter como o tenho feito fazer direito tem que gostar e eu gosto, fico feliz por seue comentario desde já parabens
marcelo camargo
carlos átila comentou em 27 de janeiro de 2008, 07:03 PM:
ótimo texto, dispensa maiores comentários…
Isabela comentou em 27 de janeiro de 2008, 10:54 PM:
Vou prestar vestibular para Direito e adorei ler esse artigo. Apesar dos empecilhos (encontrados em qualquer porfissão), me deixou ainda mais empolgada e decidida. =]
katchielly comentou em 29 de janeiro de 2008, 07:41 AM:
au simplesmente adorei o texto, adorei as dicas e da mesma forma q me confortou me deixou tambem apreensiva… estou começando agora o curso e estou anciosa por esse começo… acho q sim, escolhi sim a carreira certa porem terei realmente serios problemas com as bobagens q alguns “colegas” insistem em usar para gloria propria mas td bem… obrigada pelas palavras… prometo acompanhar o blog daqui p frente…
Jéssica comentou em 27 de fevereiro de 2008, 09:59 PM:
Nossa, muito bom o artigo e muito interessante o seu blog! Digno de um excelente defensor do nosso tão fascinante Direito. Parabéns!
Estou no 2º período do curso e estou cada vez mais entusiasmanda e satisfeita com a minha escolha. O curso nos dá uma visão de mundo totalmente diferente da que carregávamos conosco até então.
É claro que tem os prós e os contras, mas para quem de fato ESCOLHEU fazer Direito, não há nada que não possa ser superado.
Visitarei o seu blog com mais freqüência.
Abraços e sucesso!
Jéssica
Renato Pereira comentou em 3 de junho de 2008, 09:57 AM:
Gostei muito…
Tirou todas minhas duvidas.
Estou seriamente enteressado em Direito.
Abraço!
Renato
Paulo Pelegrini comentou em 8 de julho de 2008, 09:10 AM:
Muito bom o artigo. Expressa o que todo estudante de direito passa. É tanta briga, conflito, formalidade que a realidade se torna dura para quem estuda direito.
Acho que temos que ter equilíbrio. Lembrar que nem tudo é guerra, ações, que a realidade é difícil, o direito uma forma melhor de resolver os problemas, e é como a democracia e o capitalismo. Embora com seus defeitos é são as melhores formas que a sociedade encontrou para ser um pouco mais livre e sustentar uma relativa paz social.
Fran comentou em 8 de julho de 2008, 11:28 AM:
Artigo fantástico.
Eu sempre quis fazer direito e desde que comecei o curso, essa certeza se confirma a cada aula, a cada livro..
Parabéns pelo Blog!
Joana. comentou em 8 de julho de 2008, 07:51 PM:
“Há também aqueles que ingressam no curso de Direito por razões ideológicas: o eterno sonho da juventude de querer mudar o mundo e construir uma sociedade mais justa e melhor… Para eles imploro que continuem com seus sonhos. Não apaguem nunca a chama da juventude. No Direito, há sim muito espaço para os sonhos. ”
Esse comentário foi simplesmente “o auge”!!
Quase utópico, mas é bom saber que, como eu, ainda existem pessoas que pensam assim…
Barbara comentou em 15 de julho de 2008, 07:43 PM:
Caraca adorei esse artigo.
Vou começar a facu d Direito agora em agosto…
com todas a duvidas vocacionais que rodeiam a minha cabeça consegui fica bem mais tranquila!
Valew blog show de bola!!
Mara comentou em 16 de julho de 2008, 02:38 PM:
Ufaa!!
Bom saber que somos parte de um novo tempo dos ensinos jurídicos.
Camilo Gomes comentou em 31 de julho de 2008, 05:49 PM:
Opa!!! Maravilha…
Direito é um curso muito legal! Nele o estudante aprende a enxergar as injustiças mais facilmente. E o melhor é que é uma profissão com várias oportunidades de emprego. Claro primeiro tem que passar na OAB! Vixi….
Parabéns Sr. George. Excelente texto!!!
Desculpe Sr. ou Dr., enfim, George!!!
Fui…
Marcelo Santos comentou em 8 de agosto de 2008, 03:38 AM:
Olá!!! Abençoado Juiz George, tudo bem? Desejo que sim. Louvo a Deus por sua vida e por suas preciosas palavras pra quem, assim como eu, está iniciando nos caminhos do Direito. Comecei minha faculdade este mês de Agosto do corrente ano. Sou policial militar há 7 anos, moro em Itaperuna, interior do Estado do Rio. Estou completamente apaixonado pelas grande possibilidades dos caminhos que podemos encontrar no grande e maravilhoso mar que é o Direito. Por certo vou passar por lutas e dificuldade, mas creio que em Deus vou vencer todos elas. Creio que já faço parte dessa nova geração de defensores que vc disse no texto. Vou passas suas informações pra todos os meus amigos do curso. Fui escolhido representante de Turma, e todas as preciosas informações que leio passo pra todos imediatamente, para que eles também, possam refletir e escolher os seu próprio caminho na area do Direito. Deus te abençoe, e que sua vida, saúde e familia possam ser a cada novo dia, abençoadas pelas poderosas mãos de Deus. Um grande abraço pra vc, e como gostei muito dessa frase, digo com muito respeito: “Nos encontraremos nos Tribunas da vida”. Risos…
Marcelo Santos, levita do Senhor Jesus e aluno do curso de Direito na Faculdade Unig Campus V Itaperuna-RJ 08/0/2008.
Karina Ilia comentou em 8 de agosto de 2008, 11:27 PM:
Tive a oportunidade de ler esse artigo e tenho a dizer que é extremamente fantástico, pois são essas preocupações que perseguem os calouros estudantes de Direito, como eu. Parabéns!
Carol comentou em 19 de agosto de 2008, 08:42 AM:
Ai ai..o texto é ótimo, mas não me fez ficar assim tão apaixonada, não…ô dureza, não sei o que eu faço! Tô no segundo ano e não vejo perspectivas de gostar das matérias ou mesmo da prática!! Será que eu escolhi errado?? =/
Rosemary Saccon comentou em 29 de agosto de 2008, 02:21 AM:
Concordo com voce, Joana! Podemos fazer a diferenca! Eu encaro o Direito como uma ferramenta e como tal pode ser usada para tanto para o bem (social) quanto para o mal.
Mas nao podemos apenas sonhar por dias melhores, temos que agir.
Abraco, Rose.
Julcy comentou em 13 de setembro de 2008, 01:59 AM:
ufa! que alivio,
estou cursando o 2ºsem de direito e ficando super desanimada mas depois que li sua materia,tomei um banho de entusiasmo.
Daqui pra frente vou sempre lembrar das suas dicas.
valeu msm
bj
Carl Alex comentou em 11 de novembro de 2008, 02:38 PM:
Carl Alex,
Meu bom escriba, que belas palavras estas ecrita por você. Eu me encontravo perdido na parte que você fala dos idealista. Ainda não pensava em jogar a toalha, isso não, mas, con certeza, a minha resistência amentou com seu texto.
até mais vê.
Tem algo a dizer? Comente!
Só não se esqueça de manter o bom senso e o bom português ao comentar.


Flavinha comentou em 15 de agosto de 2007, 09:44 AM:
Oi Dan
Muito legal o texto! O problema é que cada vez que leio seu blog me dá uma vontade insana de largar administração e começar fazer direito. hahaha
Será que estou fazendo errado? Bem que poderia ter um “porque é tão difícil gostar de administração” né!?
Beijoss cowboy :*