Cartas a um jovem advogado
Publicado em 26 de fevereiro de 2008 na categoria direito, livros.
Como já dito aqui no blog, estou no último ano do curso de Direito e, muito provavelmente, me tornarei advogado no início do ano que vem.
O problema é que, como é sabido, eu não morro de amores pela advocacia, não tenho aquela paixão pelo fardo. Ou melhor, até tenho, mas não me vejo como advogado.
Diante desse paradoxo, me recomendaram a leitura do livro “Cartas a um jovem advogado“, do advogado Francisco Müssnich, um dos sócios fundadores do Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados, como forma de aumentar ou resgatar o amor pela advocacia.
O livro é pequeno, foi lido de uma sentada. Digo de antemão: não gostei. Quero dizer, eu até gostei, mas fui com tanta sede ao pote que acabei me decepcionando um pouco.
“Cartas a um jovem advogado” me pareceu mais uma auto-promoção do autor - e de seu grande escritório - do que um livro para exaltar a advocacia no leitor. Me senti lendo uma biografia profissional do autor sobre a história de seu escritório.
Mesmo assim, vale a leitura. Francisco Müssnich dá dicas valiosas sobre o exercício da advocacia, embora sempre pelo seu lado de atuação, qual seja, o ramo do direito societário.
Pra quem comprar o livro, destaco os capítulos 11 e 22 como principais.
13 comentários
Eduardo comentou em 8 de março de 2008, 10:57 PM:
Estou na contramão do seu pensamento, nunca pensei em ser advogado, por contingencias profissional acabei decidindo fazer direito como um segundo curso, me apaixonei. Não acredito que seja questão de talento natural, derrepente você apenas não encontrou o ramo certo ainda.
New comentou em 12 de março de 2008, 02:24 PM:
Oiêee, como vai?
Tem um mimo prá vc no meu blog. Vá lá e tome-o, pois é seu.
Beijos.
New comentou em 12 de março de 2008, 08:10 PM:
Não tenha pressa. O importante é que tenha recebido e gostado.
Beijos.
DireitoeTrabalho.com | Páginas legais comentou em 14 de março de 2008, 07:32 AM:
[...] ano de Direito, mas não está muito para advogar, como ele confessa em seu último artigo. O Argumentandum é bastante parecido com o Direito e Trabalho, sendo composto por [...]
Luma comentou em 14 de março de 2008, 09:40 AM:
O autor do livro tem amor pelo que faz, tanto que engrandece a profissão e a seu dia a dia dentro do escritório. Eu não esperaria outra coisa do livro.
Quem sabe quando começar a exercer mesmo a profissão sinta mais paixão ou se não, parta para outra. Na vida temos que ser movidos pela paixão, vontade de realizar! Beijus
Pedro comentou em 14 de março de 2008, 10:27 PM:
Olá,
acabei de me formar em direito pela USP e pretendo seguir carreira na área acadêmica.
Por isso, para praticar e, quem sabe, ajudar quem tem dúvidas, criei um blog sobre processo penal, o qual pretendo atualizar sempre com matérias, doutrinas, notícias e, principalmente, opiniões.
Se você pudesse dar uma passada lá pra checar o conteúdo, e se gostar colocar um link pra minha página, seria um prazer botar um link da sua página no meu blog.
Link: http://oprocessopenal.blogspot.com/
Abraços,
Pedro
Liv comentou em 26 de março de 2008, 08:56 PM:
ô, preguiça. Bora atualizar aqui hein?
beijo, bobo! ![]()
Tali comentou em 31 de março de 2008, 04:13 PM:
Acho que já te dei umas 500 visitas só de entrar pra ver se tinha algo novo. Atualiza aí Dan, sei que tá osso mas atualizaaaaa :****
Bjusss menino! ( nada de moço =P )
katia comentou em 1 de abril de 2008, 02:45 PM:
oi, tudo bem meu nome e katia, tenho a maior vontade de cursar direito, mas fico em duvida se me dara retorno no futuro, se sera muito dificil arrumar emprego depois. qual o grau de dificuldade, vc poderia me dar a sua opiniao.
Carlos Vinicius comentou em 5 de abril de 2008, 03:38 PM:
Katia,
as possibilidades em direito são inúmeras, incontáveis profissões em que o direito poderá sem empregada.
Existem outros tantos cargos que podem ser ocupados por Bacharéis em Direito, ser advogado, juiz ou promotor de justiça estão entre as mais famosas, mas não encerram as possibilidades.
Além do que, o Direito é um curso que abre a cabeça para conhecer a realidade e obter uma consciência humana e cidadã.
Pode apostar, o retorno financeiro será sempre proporcional a sua dedicação.
Boa sorte!
marcela comentou em 22 de abril de 2008, 04:10 PM:
Terminei meu curso de direito agora…. e como vc nao tenho o amor q imaginaria q um dia, talvez teria…. prestei vestibular p direito pq é o curso q menos tinha calculos, sou pessiam em matematica…. imaginei q com o tempo o amor pela profissao viria……. sem frutos…
hj eu tb bnao me vejo como advogada e nem como profissinal nenhum na area juridica…. Porem o curso é muito proveitoso.. a gente aprende coisas q jamais imaginariamos…. e a dedicação depois do curso tem q dobrar..pq na faculdade vc nao precisa viver disso… porem depois dela… vc praticamente depende disso….
ate mais
Bruna comentou em 3 de outubro de 2008, 02:01 AM:
Olá Danyllo…
Acabei de conhecer seu blog e gostei muito do que vi. Esse artigo me despertou especial atenção e vontade de comentar, pois eu senti exatamente a mesma coisa que você ao ler o livro!!! Assim como você, sou quintanista de Direito, estudo na FDSBC e estou desanimada com a possibilidade de ser advogada o ano que vem. Todavia, estou com medo de não passar no exame da ordem, e olha que pretendo ser juíza de Direito.
Enfim, falei demais já… voltarei aqui mais vezes, beijos!
Tem algo a dizer? Comente!
Só não se esqueça de manter o bom senso e o bom português ao comentar.



Van comentou em 27 de fevereiro de 2008, 08:33 AM:
É, de fato sempre há um tom de “se eu fiz, vc tb pode fazer, basta ser como eu fui.” Mas, quando se trata de informação mercadológica, nenhuma informação é demais e toda experiência que sirva de exemplo (mesmo que negativa) é válida. Da mesma série também existem cartas a um jovem publicitário (eeeeee), a um jovem jornalista, enfim, como eu disse, conhecer a experiência alheia nunca é demais!
Beijinhus